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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Paulo Ronai um brasileiro made in Hungary









Paulo Rónai um brasileiro made in Hungary













ZSUZSANNA FILOMENA SPIRY autora da tese sobre Paulo Rónai


Paulo Rónai
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fonte: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_R%C3%B3nai
Paulo Rónai
Nascimento 13 de abril de 1907
Budapeste, Hungria
Morte 1 de dezembro de1992 (85 anos)
Nova Friburgo, Brasil
Ocupação tradutor, revisor, crítico,professor
Prêmios Prêmio Machado de Assis


Paulo Rónai (Budapeste, 13 de abril de 1907Nova Friburgo, 1 de dezembro de 1992) foi tradutor, revisor, crítico, professor de francês e latim noColégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Índice

Para saber mais, clique em mais informações, abaixo.




Biografia

Húngaro no nascimento e na educação primária, estudou também na França e na Itália antes de desembarcar, fugido da Segunda Guerra Mundial, no Brasil. 

Aqui, travou relações de amizade com Aurélio Buarque de Holanda Ferreira - com quem assinou diversos trabalhos -, Cecília Meireles, Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, dentre outros. 


De seus trabalhos destacam-se as traduções para o português das centenas de contos reunidas em Mar de Histórias (Ed. Nova Fronteira), além do trabalho minucioso de revisão, anotação, introdução e comentário da Comédia Humana, de Balzac, publicada pela Editora Globo

Casado com Nora Tausz Rónai, teve duas filhas, Cora Rónai, jornalista e escritora e Laura Rónai, flautista barroca e professora da UNIRIO.

Obras principais
Traduções para a língua portuguesa
Mar de histórias: antologia do conto mundial, com Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (1945), projeto que durou 44 anos.
Os Meninos da Rua Paulo (1952), Editora Saraiva
Antologia do Conto Húngaro - tradução de contos magiares publicado em 1957, com prefácio de seu amigo João Guimarães Rosa
Servidão e grandeza militares, de Alfred de Vigny, reedição de 1975, da Biblioteca Editora do Exército (Brasil).
Traduções para outras línguas[editar]
Memórias de um sargento de milícias (1944), de Manuel Antonio de Almeida, para o francês.
Mensagem do Brasil: poetas brasileiros contemporâneos – tradução do português para o húngaro (1939)

Organização
Seleta de João Guimarães Rosa (1973)
A Comédia Humana, de Honoré de Balzac - projeto da Editora Globo de Porto Alegre, visando a tradução dos 89 livros da Comédia Humana, com a participação de 14 tradutores, e Rónai os coordenou e escreveu os prefácios. O projeto, composto por 17 volumes, com a primeira publicação em 1945, levou dez anos para ser concluído1

Obras próprias
Escola de tradutores (1952)
Gramática completa do francês (1969)
A tradução vivida (1981)
Como aprendi o português e outras aventuras (1956)
Não perca o seu latim (1980)
Dicionário francês-português (1980)
Gradus primus (1985)
Gradus secundus (1986)

Prêmios

Prêmio Internacional C. B. Nathorst (1981) - fit;
Título de primeiro sócio benemérito - Abrates;
Prêmio da Ordem de Rio Branco - governo brasileiro;
Prêmio da Palmes Académiques e Ordre National du Mérite - governo francês;
Prêmio da Ordem da Estrela com Coroa de Ouro - governo húngaro;
Prêmio Sílvio Romero - Academia Brasileira de Letras;
Prêmio Machado de Assis - Academia Brasileira de Letras.
Notas e referências
Referências

Ir para cima↑ SILVA, Sérgio Brabosa. In: Paulo Rónai - 100 anos
Bibliografia
ESQUEDA, Marileide Dias. O tradutor Paulo Rónai: o desejo da tradução e do traduzir. Campinas, São Paulo: [s.n.], 2004
RÓNAI, Paulo. Como aprendi o português e outras aventuras. São Paulo: Globo, 1992.
___________. Escola de tradutores. 5º ed. ver. ampl. Rio de Janeiro: Nova Fronteira/INL, 1987.
Ligações externas
Paulo Rónai - 100 Anos
Biografia de Paulo Rónai no blog de tradução fidusinterpres.com
Zsuzsanna Filomena Spiry: Paulo Rónai, um brasileiro made in Hungary
Rónai, Paulo. 1944. As cartas do P. David Fáy e sua biografia: contribuição para a história das missões jesuíticas no Brasil no século XVIII. [Traduzido do húngaro e do latim por Paulo Rónai; inclui 'Elogio Póstumo' por José Kayling e Anselmo Eckart.] Anais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, vol. LXIV (1942), p. 192-273. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional.
Categorias:
Nascidos em 1907
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Húngaro-brasileiros

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Historia da Cremer parte 4 de 4

História da Cremer,
Parte 4 de 4, continuação do post anterior.



História da Cremer Parte 4 – Valorização dos Empregados da Indústria


6  BENEFÍCIOS, LAZER  E BEM ESTAR 

A Cremer julga que os seus colaboradores são os principais responsáveis pelo seu desenvolvimento. Luiz Schlögl, um dos entrevistados, conta que “a empresa nunca esqueceu de seus empregados e sempre proporcionou a todos o melhor em treinamento e benefícios sociais. Para atende-los neste quesito, colocou à disposição refeitório, ambulatório com médicos, enfermeiros, farmácia, prêmio de assiduidade, bolsa de estudos, brigada de incêndio, centro de aperfeiçoamento de mão-de-obra industrial, biblioteca (1965). Iniciou seus trabalhos – por um período bem curto – no setor de depósito de fios (rocas), aguardando a vaga no Departamento Pessoal. Nesse departamento trabalhou de 1962 até o ano 2000. Suas principais atividades eram fazer as admissões e as demissões dos empregados. Conhecia a fundo a CLT, bem como as rotinas trabalhistas do setor. Nos anos finais foi responsável pelo recrutamento e seleção”.

 Conforme relata o entrevistado Osmerino Jerônymo de Oliveira, “a Associação Cultural e Esportiva Cremer – ACECREMER foi criada em1964 para o lazer dos funcionários e que foi um assíduo frequentador do jogo de bocha (quintafeirino). Trabalhou (1960-1991) na seção de espuladeira, passando a ser encarregado do setor. Na época em que a empresa não dispunha de um setor específico de segurança, colaborou muitos anos trabalhando como vigia nos fins de semana”.

Davino Rodrigues Pereira relata em sua entrevista que “os administradores da Cremer sempre se preocuparam com o bem estar dos funcionários. Para desativar a tecelagem manual, a mais antiga da empresa, o fizeram aos poucos, isto é, à medida que os tecelões iam se aposentando. Os remanescentes foram recolocados em outros setores da fábrica, não havendo necessidade de demissões. No início das atividades e até os anos 1970, conta que os funcionários executavam várias atividades. Afirma que exerceu função de telefonista, cuidava das correspondências, fazia despacho de mercadorias e atendia pessoas no balcão. Trabalhou nessa empresa de 1959 a 1992”.

A política da empresa era também de promover os empregados. O Sr. Manfred Kropp, conta que “sempre desejava trabalhar com consertos de máquinas de costura. Trabalhou inicialmente como tecelão. Fez vários cursos de mecânica e com o conhecimento que já havia adquirido antes, conseguiu sua transferência para a confecção de fraldas, responsabilizando-se pela manutenção de todas as máquinas de costura do setor. Sua permanência na Cremer foi de 1960 até 1997”.


7  CONCLUSÃO

A presente pesquisa se estendeu a diversos documentos escritos, tais como: revistas, livros, monografias, álbuns, fotografias, calendários,  bem como documentos orais obtidos por entrevistas. Estes só foram possíveis através da colaboração de ex funcionários que tiveram seu ingresso na empresa nos anos de 1959, 1960, 1961 e 1962. Arquivos particulares também foram consultados.

Esse foi o método que se usou para juntar o máximo de informações. Inicialmente, tudo pareceu muito distante e disperso. No entanto foi este o caminho trilhado para a compilação e conclusão do mesmo. Historiar é a arte de ajuntar fragmentos históricos espalhados em forma de documentos, ou em forma de memória de pessoas mais idosas que guardaram a tradição e os fatos de seus antepassados. Apesar das dificuldades em encontrar bibliografias adequadas, estas foram superadas pelo acervo particular dos entrevistados e do autor, que também trabalhou nessa empresa por quase 29 anos. Foi um trabalho árduo de garimpagem, no entanto, compensador.
A breve história da Cremer que acabou de ser apresentada, revelou muito bem os sonhos, as esperanças e o respeito pela dignidade do ser humano que os fundadores e administradores nos legaram. Tudo isso contribuiu para que a empresa pudesse atender as necessidades dos consumidores e dos seus colaboradores. E nesse ritmo de progresso a Cremer chega, enfim, aos seus 76 anos de atividade, mostrando ao País e ao mundo que: esforço, trabalho, sofrimentos e dedicação só podem gerar bons frutos. Certamente, este é o primeiro objetivo deste trabalho ora concluído.


8  REFERÊNCIAS

CREMER 50 ANOS. Blumenau: 1985. 32 p.

CREMER 1935 – 1995. Blumenau: 1995. 22 p.

NOTICIÁRIO CREMER. Blumenau: Centro de Treinamento, n.10, maio/junho 1969. 20 p.

RAULINO, Ivo. Crise e Reestruturação Produtiva na Grande Empresa Têxtil do Médio Vale do Itajaí. São Paulo, 2008. Tese (Doutorado em Geografia Humana: Ensino Superior). Coordenadoria de Pós-graduação, Universidade de São Paulo.

9  LOCAIS PESQUISADOS

Arquivo do autor, Delério A. Oechsler
Arquivo dos entrevistados
Biblioteca Martinho Cardoso da Veiga - FURB

10  ENTREVISTAS

NOME
FUNÇÃO
DATA DA ENTREVISTA
Davino Rodrigues Pereira
Vendas
03.07.2011
Luiz Schlögl
R H
03.07.2011
Manfred Kropp
Mecânico
10.07.2011
Osmerino J. de Oliveira
Supervisor de Produção
09.07.2011


Observações: As respectivas esposas também trabalharam na Cremer e foram consultadas, sendo que uma delas reside em frente à fábrica, desde 1940.

domingo, 20 de outubro de 2013

Historia da Cremer parte 3 de 4

História da Cremer parte 3 de 4,
Continuação do post anterior.




Foto: Cremer, 1925.

História da Cremer Parte 3 – Personalidades do Passado


4  FOTOS E PERSONALIDADES DO PASSADO

Na primeira foto abaixo, um dos primeiros prédios (1.200 m2), de dois pavimentos e mais uma espécie de sótão, foi implantado uma tecelagem com 8 teares manuais, urdideira contínua, engomadeira de urdume, confecção e expedição. A primeira fiação foi implantada em 1937, em outra área edificada com 910,60 m2.



FIGURA 1 – Primeiro prédio da Cremer
FONTE: Cremer 1935 – 1995. Blumenau: p. 4.










FIGURA 2 – Primeiro Diretor Presidente da Cremer
FONTE: Cremer 1935 – 1995. Blumenau: p. 1.












Na foto seguinte, aparecem os primeiros administradores e sócios da “W. S. Cremer S. A .”. Na primeira fila, no centro, aparece o fundador, Sr. Werner Siegfried Cremer.
















FIGURA 3 – Primeiros acionistas da Cremer
FONTE: Cremer 1935 – 1995. Blumenau: p. 5.

Assim começou. Na escritura pública de constituição da Cremer S/A – Produtos Têxteis e Cirúrgicos, lavrada no Livro n. 155, Folhas 127/300, pelo Tabelião Oto Abry, no dia 30 de março de 1935, com o nome original de W. S. Cremer Sociedade Anônima, subscreveram: Werner Siegfried Cremer, Max Hering, Curt Hering, João Schwuchow, Lina Deeke, Adolf Poetigh, Otto Rohkohl, Antônio Hafner (p. p. Ingo Hering), Ricardo Kaulich, Hans Pape, Adolfo R. Schmalz, Alwin Schrader e Max Schlereth..

Nome
Início do período
Fim do período
Alwin Schrader
30/03/1935
20/05/1939
Arthur Rudolf Dietzold
20/05/1939
26/03/1942
Armando Odebrecht
26/03/1942
17/06/1944
Antônio M. C. da Veiga
17/06/1944
04/04/1950
Heinz Schrader
21/06/1950
24/04/1984
QUADRO 1 – PRESIDENTES DA CREMER NOS PRIMEIROS 50 ANOS
FONTE: O autor

Para saber mais, clique em Mais informações, abaixo.


5  DADOS ESTATÍSTICOS

TABELA 1 - NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS EM DEZEMBRO DE CADAANO
Ano
1990
1992
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
Qtde.
2558
2396
2501
2144
1641
1214
1222
1194
1338
1458
1575
Fonte: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Crise e Reestruturação Produtiva na Grande Empresa Têxtil do Médio Vale do Itajaí. São Paulo, 2008. p. 77.
Obs. : Anos de 1991 e 1993 não se disponibilizou de dados.

TABELA 2 – MOVIMENTO DE ADMITIDOS E DEMITIDOS
Ano
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
Adm
113
308
554
563
140
133
224
190
299
321
319
Dem
460
172
287
925
642
563
210
224
155
201
202
Fonte: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Crise e Reestruturação Produtiva na Grande Empresa Têxtil do Médio Vale do Itajaí. São Paulo, 2008. p. 78.

TABELA 3 – EXPORTAÇÕES (Em US$ mil FOB)
Ano
1990
1991
1992
1993
1994
1995
1996
1997
1998
US$
13908
13607
13329
12769
11861
16036
12154
n. e.
n. e.
Fonte: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Crise e Reestruturação Produtiva na Grande Empresa Têxtil do Médio Vale do Itajaí. São Paulo, 2008. p. 101.
Nota: n. e. = não exportou
Obs. : Só exportava felpudos. Deixou de produzir em 1996.


sábado, 19 de outubro de 2013

Historia da Cremer parte 2 de 4





História da Cremer Parte 2 – Evolução dos Produtos

 continuação do post anterior.

3  PRODUTOS CREMER  X  TECNOLOGIA

Ao iniciar suas atividades, a Cremer teve como seus principais produtos: ataduras, gazes, fraldas, absorventes e ataduras gessadas. Com aquisição de 48 teares automáticos ingleses, passam a aumentar a produção de fraldas, e nesses teares, iniciam também a produção de toalha de copa.

Em 1952, procurando estar perto do seu principal mercado consumidor, instala em São Paulo um escritório de vendas, com depósito. Em 1956 iniciam a produção de felpudos em teares nacionais de marca Ribeiro. Nos anos 1970 adquirem teares automáticos de tecnologia suíça, de marca Rüti, melhorando muito a qualidade do produto e aumentando a produção. Deixam de produzir em 1996, devido ao alto custo.

Quando a empresa completou 50 anos, em 30 de março de 1985, os produtos estavam bastante diversificados, quais sejam: compressas de gaze, ataduras de gaze e de crepom, curativos, algodão hidrófilo e ortopédico, fraldas (Tecnologia Suíça- teares Sulzer), compressas campo operatório, esparadrapo (Tecnologia “Beiersdorf”alemã, 1970) e adesivos industriais, plásticos (carretéis e tubetes-1974), ataduras gessadas Plastrona (Tecnologia “Paul Hartmann A . G.” alemã, 1976), toalhas felpudas de rosto, banho, praia , pisos para banheiro, etc.

A Cremer é considerada, hoje, o maior fabricante brasileiro de artigos hospitalares, no seu ramo, e também de fraldas. [...] Ampliando a cada dia o seu mercado no exterior, a Cremer exporta para 22 países, sendo os seus principais clientes os Estados Unidos, a República Federal da Alemanha, o Canadá, a Holanda e a Suíça (CREMER 50 ANOS, 1985, p. 20).

A base da matéria prima é o algodão, adquirida principalmente do nordeste e centro-oeste brasileiro. A empresa passou a dar ênfase na comercialização de produtos com maior valor agregado. Desta forma, passou a comercializar produtos para higiene infantil, produzidos por outras empresas, que passaram a ser revendidos com a marca Cremer, tais como: sabonetes, óleos e lenços umedecidos. Em 2006, os produtos de terceiros respondia por 24% do faturamento da empresa.

Continua em novo post, na parte 3 de 4.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Historia da Cremer Parte 1 de 4

História da Cremer Parte 1 – Seus primeiros anos

 






CREMER S/A



Autor: Delério Anselmo Oechsler
Professor Tutor externo: Morche Ricardo Almeida
Centro Universitário Leonardo da Vinci-UNIASSELVI
História / Licenciatura (HID 2011)
Práticas Educativas – módulo V – História e Desenvolvimento
2011 / 2

RESUMO


Com o intuito de contribuir para a utilização de análise documental em pesquisa, este texto apresenta o processo de uma investigação que objetivou a busca de documentos que originaram sua fundação em 1935, até o atual ano de 2011. Através dessas informações pôde-se relatar as etapas em que a empresa se desenvolveu, alguns dados estatísticos, os seus primeiros administradores e os primeiros produtos. Está sendo apresentado também a evolução tecnológica de seu maquinário, contribuindo para uma melhor qualidade de seus produtos, objetivando um melhor atendimento às exigências mercadológicas. Esta abordagem é tratada como uma história local, sendo um recorte da história regional (Indústrias Têxteis do Vale do Itajaí), permitindo-nos uma maior compreensão e um conhecimento do passado mais perto do nosso espaço.


Palavras-chave: Produtos de penso; Produção; Algodão.


1  INTRODUÇÃO


O presente trabalho refere-se à Cremer S.A., empresa estabelecida na Rua Iguaçu nº 291/363, no bairro Itoupava-Sêca, em Blumenau. Estásendo abordado as principais datas de sua evolução, mudança de razão social, bem como alguns fatos relevantes de sua trajetória dentro do ramo têxtil .

Este estudo é uma pesquisa documental e tem como objetivo apresentar os nomes e fotos dos primeiros dirigentes e acionistas, bem como as primeiras construções e prédios que acomodaram suas máquinas, seu pessoal operacional e administrativo.


2  ORIGEM DO NOME E SEUS PRIMEIROS ANOS

O surgimento da Werner Siegfried Cremer Sociedade Anônima (W. S. Cremer S. A .), no dia 30 de março de 1935, marcou uma nova fase no processo de industrialização da cidade de Blumenau. A então colônia contava com 41.158 habitantes e concentrava suas atividades na transformação de produtos agropecuários, já que predominava a produção agrícola.
Em 1915 foi inaugurada a Usina Salto, produzindo energia hidráulica, estimulando as pequenas indústrias então existentes, que beneficiavam algodão, fiavam e teciam. Tem-se então o início do fornecimento de produtos acabados para consumo, da então promissora indústria têxtil que se implantava na região. Estava definida a vocação industrial de Blumenau para o segmento têxtil.

Werner Siegfried Cremer era um imigrante alemão que havia se instalado em Porto Alegre após a I Guerra Mundial, o qual produzia material de penso, artigos têxteis para uso cirúrgico e hospitalar em sua pequena fábrica. Sua matéria prima (fio de algodão) provinha de Blumenau e os custos de transporte elevavam os preços dos produtos.

Um grupo de industriais, comerciantes e médicos blumenauenses, liderados por Alwin Schrader (Blumenau-26/12/1869, Alemanha-09/03/1945), convenceram Werner Siegfried Cremer a transferir sua pequena indústria para Blumenau. Formando uma nova sociedade, com a participação de mais 12 pessoas e um capital inicial de trezentos contos de réis, efetivaram a compra do terreno, construíram os primeiros prédios e adquiriram as primeiras máquinas.

Aos 30 dias do mês de março do ano de 1935, um grupo de pioneiros que visava o engrandecimento e o progresso de toda esta vasta região do Vale do Itajaí, decidiu estabelecer na cidade de Blumenau, uma fábrica de gaze e algodão para fins medicinais, como primeiro empreendimento nesse gênero em toda a América do Sul. Naquela época, todo o material de penso utilizado nos ambulatórios, farmácias e hospitais, era importado. Esses industriais, homens de larga visão e tirocínio comercial, depois de discutido o problema não tiveram dúvida e, com arrojo, decidiram instalar, no país, uma fábrica desses produtos (NOTICIÁRIO CREMER, 1969, n. 10, p.13).  

 As atividades produtivas tiveram início com 8 teares, dispondo de seção de urdideira, engomadeira de fios (rolos de urdume), confecção e expedição. O fio ainda era comprado de outras industrias da região. Em 1937, começou a funcionar a primeira fiação, completando assim todo o processo produtivo, partindo do algodão até o produto final. A parte administrativa estava composta por: Alwin Schrader como Diretor-Presidente, Max Victor Hering como Vice-Presidente, Werner Siegfried Cremer como Diretor-Gerente e João Schwuchow como Diretor-Contador.

O progresso da empresa começou a destacar-se, e em 11 de março de 1941, atendendo a exigências legais, a empresa teve sua razão social alterada para Fábrica de Gazes Medicinais Cremer S. A .

Em função do acentuado desenvolvimento da Fábrica, também no ramo têxtil, em decorrência da Assembléia Geral Ordinária, realizada em 17 de dezembro de 1968, passou a denominar-se “Cremer S. A . Produtos Têxteis e Cirúrgicos”.

A partir de 21 de março de 1995, passou a denominar-se “Cremer S. A.”, sendo regida pelo presente Estatuto e pela legislação em vigor. É controlada pelo Bank of América Merrill Lynch, tendo Luiz Serafim Spinola Santos como presidente do Conselho de Administração e José Alexandre Carneiro Borges como Diretor Presidente.

Continua em novo post na parte 2 de 4.

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